domingo, julho 15, 2007


Corrupção, licitação, justiça e o povo

O Editorial da Tribuna do Vale do dia 14 de julho de 2007 p.p. deve ser lido por todos os cidadãos conscientes, pois reflete justamente um dos principais mecanismos da corrupção no país.

Esse mecanismo é utilizado por administradores para desviar dinheiro público, tanto para si como para terceiros, isso no conluio que se forma antes/durante uma administração.

Esse Jornal em algum editorial passado já mencionou “onde há corruptos há corruptores e corruptíveis”, pois bem, parcela da sociedade é corruptível, principalmente àqueles que buscam proteger os corruptos. Ou fazer de conta que eles são bons para a administração.

Gritar, xingar, falar de um ou outro corrupto é muito fácil. Dá até pra ficar produzindo frase pronta e ficar repetindo todas as vezes que falar sobre o tema. No entanto, deve-se enfrentar a corrupção de frente, principalmente contra aqueles que usufruem da corrupção sem aparecer em palanques ou mesmo em documentos públicos. São servidores e cidadãos que lutam contra administradores sérios e honestos, pois visam benefícios financeiros pessoais tudo detrimento da sociedade. Mal sabem eles que são piores que os candidatos corruptos, pois estes são assim mesmo e não vamos conseguir mudar. Precisamos mudar a mentalidade daqueles que se beneficiam do erário na contramão de uma sociedade mais participativa e humana. Enquanto existir os corruptíveis os corruptos viverão, se preferem frases prontas.

Esses são alguns que podemos citar, mas tem também a demora do judiciário em condenar quem deve ser condenado. Buscar comprovar desvios de dinheiro público e coibir a ação dos corruptos. A lentidão e a leniência do judiciário é um dos mais acentuados meios de proteção aos corruptos.

Os homens que exercem poderes superiores, com enorme influência em várias instituições – Tribunais de Justiça, Tribunais de Contas dentre outros tribunais onde a Policia Federal investiga – deveriam ser afastados de suas funções. São os maiores protetores dos corruptos. Muitos entram pobres na vida pública e fazem fortuna assustadora, com fazendas e fazendas, mas ninguém investiga. Também não servem para proteção do dinheiro público e muito menos da moralidade pública.

A imprensa, tanto na divulgação dos atos administrativos quanto da verdade nua e crua, é um dos maiores instrumentos de proteção ao erário, do Estado e da participação popular na Administração. No entanto a proliferação de periódicos lenientes com o poder são os maiores responsáveis pela corrupção, pois endossam os atos de desvios. Gente honesta não vende jornal, pois não é notícia de capa.

Vamos criticar somente esses? Claro que não. A população continuará a ver os políticos como apenas instrumentos de pagar suas contas e muitos deles ainda acham que os votos conseguidos são votos de confiança. Ganham a eleição e fazem o que quer, pois comprou o voto e ninguém pode reclamar deles, eles pensam.

Na realidade, o que se deve buscar é união de forças para combater corruptos. Não adianta ficar criando frases prontas, expectativas de um mundo melhor, a participação da sociedade, se bem em nossa frente não combatemos o mal.

Tomara que nessas eleições tomemos consciência e preferimos um administrador correto, mesmo que não seja aquele que fala manso, fala bem, tem postura de estadista, mas é o maior corrupto da história de sua comunidade.

Allaymer Ronaldo Bonesso

Advogado
Já publicado em http://allaymer.blogspot.com

Redação final da Lei da Terceirização

Altera dispositivos da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, que dispõe sobre o trabalho temporário nas empresas urbanas e dá outras...