sábado, maio 22, 2010

As amizades e os amores que se foram


Quantas vezes você teve a sorte de encontrar um velho amigo ou uma amiga que muitos anos não via?


Se você tem menos de 20 anos, seus amigos estão pertos; se maior de 25 e menor de 30, você ainda tem alguns amigos por perto, mas se tem mais de 30 ou 35 anos, seus amigos se foram. Ajeitaram-se na vida. Cada um em um lugar.

Uns, nem sabem por que saíram da cidade natal. Outros saíram por motivos particulares. Nunca mais voltaram.

Outros desapareceram. Nunca mais se ouviu falar. Você vai ficando sozinho. As novas amizades são sempre boas, mas as antigas podem trazer um enorme prazer no coração, que só sua memória pode desfrutar.

Você que ficou na sua cidade, criou novas amizades, firmou as antigas e perdeu quase todas as mais velhas.

E a sua namorada, ou namorado? Antigos. Que bela memória, que prazer o coração lhe traz quando vê uma foto, mesmo atual com as transfigurações do tempo, as rugas, os filhos. Tudo muda. Sua memória “filtra” coisas passadas que fazem seu sangue ferver. Saudades das pessoas, da vida, do tempo que você pensa nunca passar. Tempo parado. Agora vejo que foi muito distante.

Quando pensava que retinha esse tempo não poderia imaginar que era o tempo que me levava pra longe. Pensamentos te levam ao passado distante, como numa faixa que dá vontade de repetir e escrever “eu te amo”, agora já apagada pelo tempo.

Pelo dia que choveu e você se perdeu. Não achou o caminho de volta pra casa, mas achou quem te levasse. De ter ficado do lado de fora da casa chorando, enquanto o tempo consumia sua vida. E você achava que nada passava. Que você era o dono do tempo e da verdade.

Ou quando você quis tirar várias fotos para guardar o passado, revelou a foto depois de muito tempo, e viu que você era o passado e ela o futuro.
Quanto tempo perdido em discussões sobre o amor, se ele estava escondido dentro de seu coração, da sua alma.

Minha memória não se cansa de scanear o passado em busca de algum conforto para minha alma. Lembrança de te encontrar, sempre, sempre, sorrindo. Pena, tenho muita pena do tempo, não mais de mim.

Ah!! Quanto tempo jogado fora sem que se dissessem apenas três palavras, as que estavam naquela faixa, escrita num quarto escuro, mas de forma tão forte que até hoje suas cores perfilam os corações de todos.

Se o erro foi de todos, devemos assumir o maior erro de todos: que foi esquecer de amarmos perdidamente um ao outro.

quarta-feira, maio 19, 2010

Os direitos fundamentais

Os direitos fundamentais não podem resultar de um juízo discricionário, mas sim vinculados ao respeito do direito à vida e ao suprimento das necessidades coletividades.