Certa vez o “feitor” resolveu aumentar as taxas dos expedientes. Disse que era para cobrir as despesas que a cidade estava começando a sentir. O povo saiu pelas ruas da cidade gritando palavras de ordens. Gritaram tanto, mas tanto que é tecnicamente provado que quanto mais alto o som, menos você ouve. Foi isso que aconteceu. Por isso o povo de MIMIMI saiu às ruas e conseguiu uma conversa com o “vice-feitor”, pois o “feitor” de modo “providencial”, viajou e deixou seus representantes, bem como seu “capataz”, aquele que manda mais do que qualquer um. Fizeram uma reunião e tudo se resolveu. Chegaram a um acordo: reduziriam os valores das taxas e o povo poderia voltar pra casa e ficar tranquilo. Pronto. Cantaram o Hino Nacional, colocaram a mão no peito, e ficaram felizes, pois haviam conseguido o impossível: redução de taxa. Mal sabia que o “feitor”, por trás de sua feição de honestidade estava a desviar bens e dinheiro público. Mal sabia o povo que o pior não era o valor das taxas, mas sim o modo de administrar. A redução das taxas foi o mel para o “cala a boca que estou fazendo pior que isso”. Enquanto desviava nosso dinheiro, desviavam a atenção de todos. O povo não tem jeito. Falando em jeito, na próxima conto o que o povo de MIMIMI mais gosta: de ser enganado.
"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons". Martin Luther King
domingo, maio 04, 2014
Taxa, melzinho e desvios. MIMIMI a eterna sofredora.
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O passado não é aquilo que passa, é aquilo que fica do que passou. Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde)